LÚCIFER - O PORTADOR DA LUZ
por Francisco Marengo
 
 
 

 

        Na Antigüidade romana, a palavra "Lúcifer" era utilizada para designar o planeta Vênus quando este se posicionava de manhã, a oeste do Sol, antecedendo o seu nascimento. Significava, portanto  "portador da luz" (do latim lux = luz e ferre = carregar) e também era conhecida como "a Estrela da Manhã".

        Já o Arcano do diabo no Tarot representa não somente os elementos, mas as limitações e as ilusões mais obscuras da humanidade; mais além do véu das aparências, o diabo representa um princípio muito mais elevado, sendo que o diabo simboliza também o véu que encobre tudo e  Baphomet, que é macho e fêmea, dois em um, unindo todas as coisas, reintegrando todas as partes do ser.

        Em Magia, o diabo é uma porta para um mistério grande e eterno, que pode somente ser compreendido dominando o medo instintivo passando através da porta do Templo do inconsciente. Um mistério do diabo no Atu de Tarot está, no fato, que há mais do que os olhos físicos podem ver ou compreender. Nós devemos olhar além do véu das aparências para compreender a verdadeira natureza de algo. O Arcano do diabo nos informa também que o único inimigo real é você próprio. Mas outra vez, há uma interpretação muito mais elevada e mais espiritual do diabo, não há nada pior do que criar uma falsa imagem daquilo que realmente somos, pois isto impediria a reintegração com o Todo. O falso diabo cristão é uma fórmula mágicka pervertida para aqueles que a utilizam pois traz  o pior do ser humano, e toda perversão representa o ser humano animal e instintivo unidos em um, simbolizando um contrapeso imperfeito entre a natureza divina e a humanidade.

        O diabo representa o "self" inconsciente para várias razões. O diabo pode significar um de seus medos inconscientes, limitações, e o desconhecido e os elementos escondidos da psique humana. Ou pode significar o ego animal ou inferior, que na atualidade apresenta-se muito conscientes em seu forma mais básico e impura, mas que deve ser aceito, posto sob ação da vontade interior, corrigido e reintegrado. Ou, em um nível muito mais elevado de pensar, o diabo,  pode representar o self secreto ou o self verdadeiro, o espírito mediano e o contrapeso perfeito para evolução de todas as coisas.

        A letra hebraica que corresponde ao Arcano do diabo do Tarot é Ayin, o olho, que tem duas implicações fundamentais: Como o olho humano, representa limitar a consciência às aparências exteriores ou às circunstâncias externas, que é a ignorância. Como terceiro olho, ele representa a expansão da consciência além do véu externo do plano interior da compreensão. Temos um duplo significado. O mesmo aplica-se ao Pentagrama invertido, que frequentemente é visto somente como um símbolo do negatividade, mas na realidade traz à fórmula da própria iniciação do ser humano como aquele que aspira ser um Iniciado nos mistérios sagrados regerá também o domínio sobre a matéria física e densa.

        O diabo é a sombra, que é um outro termo para o ser inconsciente ou o inconsciente individual. É o ser natural ou instintivo, a parte primitiva e animal de nossas naturezas, e pertence a tudo que nós não queremos saber ou aceitar sobre nós devido à opinião e as falsas impressões da nossa sociedade e de um medo geral do desconhecido. É chamado a sombra desde que se relaciona à imagem que está moldada acima da tela da vida em que a luz da divindade ilumina o ser. Quando a luz emergir na consciência, através dos trabalhos da Iniciação, o ser da sombra parecerá e deverá ser aceitado, integrado e finalmente transcendido, de modo que o verdadeiro equilíbrio possa ser alcançado na alma do neófito. Sem aceitar nosso ser da sombra, nós remanescemos em desequilíbrio. E o contrapeso, a base e a extremidade do trabalho na Grande Obra!

        Já Lúcifer é o grande Regente Planetário para esse Aeon. Ele é um ser real cujo reinado situa na esfera astral de Yesod, e,  permite ser visitado em ambiente astral por verdadeiros Iniciados, se demonstrando bastante cortês e esclarecedor para os verdadeiros buscadores da Luz. Nada realmente de diabólico nele ou demoníaco como alguns ignorantes que assim querem crer. Ou talvez para estes, até por precaução,  se permita tornar o diabo que eles pintam como forma de admoestá-los de sua ignorância.

 

        Na mitologia grega contam a lenda de Prometeu, uma provável versão grega de Lúcifer, um Titã, filho de Jápeto e Clímene, que ficou incumbido da criação dos homens, mas cometeu um pecado que enfureceu Zeus, a divindade suprema do Olimpo. Roubou uma fagulha do fogo divino para dar vida aos homens. Zeus para castigá-lo enviou uma linda mensageira, Pandora, com uma caixa que, ao ser aberta, espalharia todos os males sobre a terra. Mas Prometeu resistiu aos seus encantos e por isso Zeus o acorrentou a um penhasco e cortou parte de seu tórax expondo seu fígado, o qual era todo o dia devorado por uma águia, mas se reconstituía. 

 

        Abrindo agora um parêntese, no que se refere ao fígado, diríamos isto se dá porque ao analisarmos a quantidade absoluta de energia das células do fígado verificamos que possuem quantidade semelhante a das células vegetais. Assim o fígado se regenera por ser da mesma família orgânica, em termos de energia absoluta, que os vegetais. O órgão pode ser considerado, portanto, um ex-vegetal. Os vegetais possuem mais de setecentos milhões de anos e os homens apenas quatro milhões de anos sobre a terra. Nós seres humanos, portanto, somos ex-vegetais, o que concorda e prova plenamente com a Teoria da Evolução de Charles Darwin.

 

        A associação do fígado ao fogo da lenda se dá porque tal órgão entre suas inúmeras funções é responsável pela integração entre os vários mecanismos energéticos do organismo. E energia é igual a calor ou fogo que automaticamente efetua a desintoxicação de toxinas químicas produzidas pelo organismo. Secreção da bile.

 

        Entretanto, Lúcifer parece ter entrado na história da religião quando na Bíblia (Isaías 14:12) aparece a expressão em hebreu "Como caíste desde o céu, ó estrela da manhã”...  Na versão grega do Antigo Testamento, o termo foi traduzido como "Phosphorus" (a palavra grega para "Vênus" ou "a estrela da manhã") e daí finalmente para "Lúcifer" na versão latina. Estudiosos explicam que a parábola do profeta Isaías se referia à arrogância de um rei babilônio que, ousando comparar-se à "Estrela da Manhã", fora derrubado do Céu por Deus.

 

        No século IV, o bispo Lúcifer de Cagliari, da Sardenha, um veemente oponente do Arianismo que pregava a Doutrina de Ário, famoso herético da Alexandria,  que pregava ser Cristo uma criatura de natureza intermediária entre a divindade e a humanidade, criou uma seita na qual seus seguidores passaram a ser denominados de "Luciferianos".

 

        Origerres Adamantius (185-254), um importante cristão da Igreja Grega, e Augustine de Canterbury (no século VI) (03), fundador da Igreja Cristã no sul da Inglaterra, interpretaram o uso do termo latino "Lúcifer" como uma referência ao próprio demônio ou Satanás. A partir de então, o termo generalizou-se de forma negativa.

 

           Empenhando todos os esforços para combatê-la, como pode ser observado no famoso diálogo "A Disputa entre os Luciferianos e os Ortodoxos", São Jerônimo foi também um dos responsáveis pela associação de Lúcifer a Satanás.

 

        Todavia, a seita Luciferiana teve sua expansão na Europa entre o século XIII e meados do século XIV.  Em 1223, o inquisidor Conrad de Marburg, notando o crescimento incomum de heréticos na Germânia e na Áustria, em especial, da seita destes "Luciferianos", deu início a uma série de perseguições. Os heréticos ou hereges eram pessoas que professavam doutrina contrária ao que foi definido pela Igreja como sendo matéria de fé.

 

        Em Bizâncio e em várias partes da Europa, surgiram lendas de que essa facção altamente secreta era dedicada a Lúcifer, o anjo infernal, que teria sido expulso do Paraíso por Deus. Esses adoradores do demônio acreditavam que seu mestre era o verdadeiro criador do mundo e que fora deslealmente aprisionado no abismo por seu inimigo, um deus injusto e vingativo, a quem Lúcifer cabia vencer. As profecias dos Luciferianos pregavam que um dia ele reconquistaria o Paraíso, derrotaria Jeová e daria a vida eterna a todos os seus seguidores.

                            

        Como no caso dos cavaleiros templários e das bruxas, suas confissões foram conseguidas pela Inquisição através da tortura. A Igreja os forçava a confessarem que durante o ritual de iniciação dos neófitos, em templos subterrâneos, Lúcifer se mostrava como um homem cuja parte superior do corpo irradiava luz, mas da cintura para baixo era escuro como a noite e que o final do ritual era comemorado com um banquete e concluído com orgias, nas quais eram oferecidas virgens noviças.

 

        Deixando de lado estas terríveis confissões induzidas pelo clero uma coisa é certa: Lúcifer é uma entidade dotada de extrema inteligência e de inegável senso de responsabilidade e justiça, pois a Ele foi dado a administrar o "lado escuro" da natureza humana, ou seja, conviver com o ódio, desequilíbrios emocionais, rancores, vinganças e todo o tipo de emoções e vibrações pesadas que infalivelmente se agregam nas regiões mais densas conhecidas como Umbral ou Zona de Malva.

                     

        Entretanto, poderíamos dizer que é plenamente lógico e possível à existência deste Ser hierarquicamente situado no oposto negativo, um Qliphah, um Egrégora, um ser perigoso destituído de Luz, que tal como um sifão seria um absorvedor de energia, uma força vampírica.

 

        Afirmamos com plena convicção que Ele nada tem a ver com o mito do Anjo Caído, mas por ter se tornado um ser avivado pelas fontes deletérias do pensamento mais denso e obscuro do ser humano, este se tornou uma entidade poderosa situada no vértice oposto da escala evolutiva.

 

       Se nossos irmãos tiveram a oportunidade de assistir o filme “Gladiador” veriam que em determinado momento do filme o protagonista sofre um profundo ferimento que é curado com  larvas de mosca. Isto era uma prática comum na antiguidade porque as larvas se encarregam de comer o tecido morto, evitando assim um agente infeccioso. Isto é um fato, assim como poderíamos dizer que existe seres astrais que convivem, se alimentam e administram todas as mazelas e lixos humanos, pois no fundo, alguém tem que fazê-lo…

 

       Tal classe de seres é conhecida na Goetia como “Demônios” ou “Daemons” cuja estirpe espiritual pode ter sido oriunda de classes de seres elementais, ou até mesmo seres que tiveram uma existência física ou densa no orbe terrestre ou mesmo em outros planos dimensionais ou planetas.

 

       Mas por falar em religião, o que seria dela, se seus "dirigentes", se não atribuíssem a culpa a um Diabo por tudo que fazemos de errado, explorando  assim a maldade e fraquezas humanas atribuindo-as injustamente a um Ser ABSOLUTAMENTE hipotético. 

 

       A estrutura de idéias que vem a seguir baseia-se em trabalhos mágickos efetuados por mim em mais de vinte anos, conversando com uma grande gama de entidades (seres astrais e espirituais) oriundos das mais diversas regiões do Astral desde o Astral Superior como no Subplano do Astral Inferior conhecido como Zona de Malva (Zona do Malvado) ou Zonas Abismais, que são divididas em faixas vibratórias interligadas aos elementos da natureza. Tais planos  subsistem  nosso plano físico, porém em outros planos dimensionais, tal como se interpenetrando a crosta física da Terra.

 

       A hierarquia existente na Zona de Malva é muito complexa e diversificada, envolvendo várias correntes de seitas e pensamento. São cerca de 777 postos hierárquicos principais, cada um destes abrangendo mais 777 postos ou cargos de comando.

 

        Cada entidade líder de um determinado posto têm sob sua responsabilidade e comando, uma ou mais legiões de entidades extrafísicas, bem como, seres encarnados conhecidos pelos meios Ocultistas de: “A Grande Irmandade Negra”.

 

        Esses "seres espirituais" encarnados ou não, são auto-iludidos, os quais escravizados pelo ego inferior são influenciados pelas religiões formadas por correntes mortas e estagnadas, muitas vezes se tornando um instrumento kármico inconsciente.

 

        Para se chegar ao comando das entidades da Goetia, existe a necessidade de se possuir conhecimento das diversas áreas envolvem estes seres, além de força interior e um inegável e superior senso de justiça.

 

        Mas, qual seria a finalidade da Zona de Malva e o que fazem estas entidades ?

 

        A Zona de Malva é o local para onde convergem todas as vibrações negativas e densas, criadas por pensamentos e emoções descontroladas dos seres humanos encarnados ou não.

 

       Para lá convergem e são criadas formas-pensamento monstruosas criadas por mentes doentias, desequilibradas e despreparadas.

 

        Todo este material vibratório condensa-se nas regiões da Zona de Malva, criando uma variada e sofisticada gama de egrégoras. 

 

        A Egrégora é um ser criado pela propriedade que o plano astral possui, independentemente de ser superior ou inferior, de agregar material mental e refletir vibratoriamente a sua natureza.

 

        Logicamente não poderemos dizer que as egrégoras existentes na Zona de Malva, pela natureza das vibrações envolvidas em suas criações, sejam "angelicais".  São na verdade o lixo espiritual fluídico e deletério, que pela sua própria natureza vibratória, é automaticamente atraído para a Zona de Malva. Tal ser ou forma-pensamento criada só poderá ser destruído por uma força três vezes superior àquela que o criou.

 

        Mas não só a matéria mental negativa e densa é atraída para lá. Todo ser humano tem seu princípio de vida conforme as noções ou parâmetros daquilo que é correto ou errado para si. Entretanto se estes seus parâmetros forem dados a interferir na órbita alheia ou levá-lo a estagnação energética, tal ser ao desencarnar será automaticamente atraído para a região do Astral que lhe for mais afim, ou que estiver alinhada com suas vibrações mentais. Estes no caso serão automaticamente atraídos para estes subplanos da Zona de Malva.

 

        Uma vez no plano astral o ser espiritual que antes obedecia ao princípio evolutivo que obedece ao plano do Manifesto, passa a depender diretamente daqueles cujos afins ou afinidades ainda se encontram ligados ao plano físico, tornando-se automaticamente seres a estes ligados conhecidos por “Daemons” ou espíritos familiares.

 

       Convém notar que alguns desses seres poderiam ter também sido ligado ao plano dos elementos (Terra, Ar, Fogo e Água), tendo sido, portanto, anteriormente seres elementais que por sua vez passaram a escala evolutiva seguinte por afinidade aos seres humanos tornando-se a eles ligados profundamente por laços de afinidade.

 

        É de extrema responsabilidade dos magistas que acessam a estas forças, se cercarem muito bem energeticamente para  atuarem juntos a estes seres para não serem escravizados por eles, utilizando-os para finalidades ou causas nobres e fins justificáveis o que automaticamente  lhes dará um certo controle sobre as egrégoras desses locais. A proteção necessária para trabalhar com seres goécicos se faz necessária, porque o acúmulo de matéria mental negativa e densa, acima de um limite, é também prejudicial, pois poderia alterar o equilíbrio das forças envolvidas que regem a coroa (Kether) ou chakras superiores do magista invocador. Tais entidades da Goetia poderiam ser ao magista incauto realmente assustadoras, mas que estariam de acordo com a ressonância ou com o próprio tipo de vibração que as ocasionou ou invocou.

 

       A postura destes seres do Astral Inferior não é de efetuar simplesmente o "mal". Pois eles sabem muito bem que a cada um será dado conforme suas obras. Porém eles entendem que se é o mal que um determinado indivíduo necessita para se depurar e se elevar, eles não pouparão esforços para que este  lhe seja  administrado em mesmo gênero, número e grau na proporção exata para sua reabilitação.

 

      Tudo é executado de acordo com a Lei Suprema que rege tudo e a todos em todos planos vibratórios.  A Lei Suprema poderia ser talvez o sinônimo da Verdadeira Vontade.

 

        Nada é feito fora da Lei. Nem uma palha sequer é movida, muito menos alguém será castigado injustamente. Não existe obra do acaso.

 

        Portanto, essa estória do Diabo, Satanás ou Lúcifer tentar as pessoas para poder arrastá-las ao Inferno para toda eternidade, só serve mesmo para arregimentar mais pessoas sem um pingo de discernimento para as falanges das religiões milionárias,  envolvidas pelas correntes mortas.

 

        Durante o decorrer de muitos anos, durante os quais ativamente inseridos no contexto dessas organizações, observamos existir uma paranóia a vincular o Ocultismo ou as Ciências Arcanas a uma dessas estruturas acima mencionadas. Esse é um erro primário, grosseiro – uma mediocridade cometida por aqueles que pouco, ou nada, sabem a respeito do esoterismo, mas tão somente ao pseudoexoterismo grosseiro,  como uma nova e arejada filosofia de vida. O que vemos hoje é que, por várias razões, um grande número de pessoas perdeu a confiança nestas organizações; pois elas têm sido manipuladas e adaptadas em favor de determinados elementos inclinados para a obtenção de poder pessoal sobre seus semelhantes, numa clara demonstração contrária as Leis Universais.

 

        Magista é aquele que pratica magia, mas ele não será necessariamente um Iniciado, ou alguém que possua alto grau de espiritualidade, e nem tem que forçosamente pertencer a qualquer organização fundada por homens. A conotação de magista difere fundamentalmente daquela de um Magus, que representa um grau Iniciático dentro da hierarquia da Ordem que não tem Nome entre os mortais.

  

        O perigo essencial das Fraternidades obscuras está na roupagem disfarçada e nas manobras de saber disfarçar-se em algo positivo a evolução humana, mas que será absolutamente pernicioso ao meio. Distorções e sandices encontradas nos meios pseudomísticos, cujas verdades distorcidas cuidadosamente, por seres realmente mal intencionados, levam o verdadeiro ocultista, a assumir a reação de dar numa sonora gargalhada, tamanha as basbaquices por estes empregadas. Tais Irmãos Negros dão a falsa impressão de serem exímios conhecedores do assunto. É por essas e outras razões que dizia A. Crowley com seu humor: “Não há limites ao abismo e Idiotice em que os falsos sábios nos queiram lançar”.

 

        Não irei analisar o tributo aos hilários magistas de  mesa de bar, que sequer tiveram coragem de ousar, e que além de mal informados sobre Magia e seus labirintos, é forçoso reconhecer que a maior parte das pessoas que se lançam nesses arroubos de sábios ocultistas, satânicos ou pervertidos, estão longe, mas muito longe, de serem modelos de inteligência e de conhecimento, e que só aos imbecis ou fracos de espírito poderiam inspirar confiança, pois além de tomarem o “trem andando”, o pegam no rumo errado. Isto acontece com muita gente. Ficam perdidas e sujeitas a informações tão enganadoras e maldosas que, ao invés de orientá-las devidamente ao caminho certo, tornam a situação ainda mais desesperadora e, diga-se de passagem, infinitamente perigosa.

 

Uma vez as pessoas desorientadas e perdidas, cercadas por pseudogurus, cairão, numa terrível armadilha que impedirá o aspirante de  retornar seu caminho naquele tempo existencial em Busca da Luz Maior.

 

Assim, buscadores do oculto estão, na maioria das vezes, sujeitos a esta perigosa situação, por não saberem onde o buscar o caminho que os leve de volta ao plano da Assunção Espiritual.

 

Incomoda, incomoda muito a certos pseudomagistas que a verdade seja dita aberta e cristalinamente sobre fatos da Iniciação. E em represália a esta verdade, muita mentira, muita ofensa moral e muita difamação é direcionada contra nós, mas que esquecem de olharem seus próprios umbigos, pois a dor de barriga não aparece somente uma vez na vida.

 

        Esta é uma tentativa de clarear certos aspectos do chamado Esoterismo ou Ocultismo, dêem o nome que mais lhes aprouver.

 

        Muito é dito e escrito sobre  Magia e Entidades da Goetia cujas  narrativas de antigos anciões ou sacerdotes guardam, com profundo zelo uma grande Sabedoria transcendental. 

 

        Tais Mestres Secretos ensinam que antes de um contato com estes seres da Goetia, se faz necessário o contato e comunicação com uma alta fonte, sempre divina sincretizada no encontro com o Sagrado Anjo Guardião, com Adonai ou com Mestre Interior.

 

        Tais segredos desta comunicação são profundos e asseguro que  somente pouquíssimos estariam habilitados a entende-los e usá-los. Também é assertiva que a posse desses conhecimentos trazem de fato poderes que devem ser manuseados para benefício da humanidade.

 

        Entretanto, como se pode saber mais a respeito disto, sobre essas organizações, seus conhecimentos, se suas ações são secretas?

 

    Não seriam exatamente secretas e possivelmente mais discretas. É fato que algumas Organizações discretas são portas para as verdadeiras sociedades secretas.