O Sentido de Viver

                                                                           Sóror Fortuna 

   

 

Quem de nós nunca se questionou sobre a razão da vida,  o porque da existência terrena?

Se somos seres eternos, dotados de consciência individual porque necessitamos nascer e morrer e ter um corpo e perdê-lo e voltar a ter-lo?

Muitas de nossas questões estão explícitas no próprio idioma e ainda assim custamos a ver.

O “sentido” de viver poderia ser lido em outras palavras como : O “propósito” de viver.

Ao mesmo tempo a palavra “Sentido” pode ter o significado de “Sensibilidade” no caso dos “Sentidos” humanos. Mas também pode estar infimamente ligada ao verbo “Sentir” e ainda à palavra “Sentimento”.

Nossos sentidos sabemos de onde vem, o paladar, o tato, a audição, a visão, o olfato e até mesmo nosso sexto sentido temos uma idéia de um órgão físico responsável pelo mecanismo.

Mas e os nossos sentimentos? De onde eles vêem? Alguns dizem que é do coração, mas sabemos que o coração é tão somente o órgão que bombeia o sangue... Interessante é que cerca do coração temos um Chakra Anahata que “dói” quando estamos tristes, que parece que cresce quando estamos felizes...  De onde vem este sentimento? De que órgão?

De nenhum, nosso espírito é quem tem sentimentos. Nosso corpo físico possui sentidos que possibilitam ao espírito a vivência de emoções.

Qual é então o significado de viver?

Despertar todos os dias, trabalhar, fazer tudo certinho, planejado, ser uma pessoa responsável, estar na hora certa, no lugar certo, amontoar riquezas?

Há que agir com razão, mas quem disse que o conceito de razão da raça humana está correto? Que razão temos para sermos escravos? Que razão temos para tentarmos ser todos iguais, seguir um padrão moral e ético? Que razão temos para trabalhar sem cessar para acumular riquezas, ao invés de usufruir delas  se vamos morrer? Que razão temos para ouvir o que os outros vão dizer se eles não podem sentir o que sentimos? E que razão temos para sufocar o que temos de mais autêntico  de nós mesmos que são os nossos sentimentos?

Quem disse que tinha que ser assim? Porque agimos assim?

Porque não vemos que a razão humana não tem a ver com a razão divina e cada vez mais ofusca o véu da espiritualidade?

Porque não percebemos que o verdadeiro e único propósito de viver é sentir. Sentir, sentir, sentir... Sentir todos os tipos de emoções que são na verdade experiências espirituais. E nesta vivência às vezes exaustiva de fortes emoções que provocam ora alegria, ora lágrimas acabamos cedo ou tarde descobrindo a mais sublime de todas as experiências místicas da alma: O Amor. E só depois de descobri-la é que se pode enxergar que a inércia é uma profanação contra si mesmo, pois acomodados não vivem mas sobrevivem vegetando e sendo roubados pelo maior ladrão que existe: O Medo, que é o único que realmente pode lhe roubar algo de valor: O Tempo, porque este sim é irrecuperável!

Cada momento é único em sua vida, então pense se há razão para continuar como está, estagnado, acomodado, esperando o momento ideal para agir... E seus sonhos? E seus ideais?E os teus sentimentos? Quando será o momento ideal? Não sabe? Está esperando?

 Será que ele vai chegar? Que tal você ir até ele? Pode ser agora, ou nunca, só depende de você!