O PLANO ASTRAL, SERES ASTRAIS OU ESPIRITUAIS  

& TÉCNICAS  PROJETIVAS

 

Por Francisco Marengo & Giselle Galvão







        

O homem é uno, é um caso de consciência que assume uma forma perceptível. Já a natureza de um elemental poderia ser compreendida como uma concepção cósmica incompleta do homem. Da mesma maneira nossa matéria espessa por vezes pode parecer irreal aos Seres envolto em matéria mais tênue.

Não há verdadeiramente razão para negar a existência de inteligências conscientes com corpos imperceptíveis, pois como sabemos, nem tudo que existe necessariamente precisa existir fisicamente ocupando um espaço físico.

 A matéria inclui tudo que é móvel. Assim as ondas elétricas são matéria. Não há portanto razão para negar a existência de Seres que percebem por outros meios essas forças sutis que nós só percebemos graças a determinados instrumentos.

 Podemos definitivamente influir em outros seres, conscientes ou não, como fazem os domadores de leões, e ser influenciados por eles tais como as tempestades, os vírus de uma doença, etc.

Existe um vazio aparente em nossos sentidos e suas correspondências com a consciência. A teoria necessita um meio para unir matéria e espírito, igual a que os físicos necessitaram de um éter para transmitir e transmutar vibrações.

Podemos considerar a todos os seres como partes de nós mesmos, porém seria mais conveniente considerá-los de uma forma independente para a compreensão deste estudo. A compreensão máxima é o nosso canal de Verdade.

 Assim que nos referimos a fenômenos físicos, sem nos embasarmos em nenhuma teoria a coerência será a qualidade requerida.

 A Magia nos faculta para receber as impressões perceptíveis de mundos distintos do universo físico (como entende geralmente a ciência profana). Estes mundos têm suas próprias leis e seus habitantes freqüentemente têm inteligência quase humana; existe um jogo definido entre nossas idéias e suas expressões com certos tipos de fenômenos.

Os Seres Astrais possuem um conhecimento e poder de classe diferente dos nossos; seu universo é presumivelmente distinto ao nosso em alguns aspectos. Seria mais conveniente assumir a existência objetiva de um anjo que nos transmite conhecimento novo, que concluir que uma invocação de um ser elemental possa nos transmitir algum poder especial.

 

A Qabalah nos delimita pode meio de uma convenção. Cada aspecto de cada objeto pode estar referido a Árvore da Vida, e ser evocado utilizando-se das chaves apropriadas.

Tempo e Espaço são formas das quais obtemos imagens (muitas vezes distorcidas) de idéias. Nossas medidas de tempo e espaço não passam de meras convenções. E diferem amplamente para seres de natureza diferente. Podemos admitir que o aspecto de qualquer objeto possa ser apresentado de uma forma simbólica, cuja relação com seu ser é irracional.

Nossa imaginação pode obter a imagem de um sino tocando, nos dar formas, tamanhos e até simular o som.

Os Seres Astrais podem ser definidos como os objetos materiais, eles são as causas desconhecidas de vários efeitos ou fenômenos observados. Podem ser de qualquer ordem de existência, e ao mesmo tempo serem formados com uma grande diversidade por nossa substância mental, associá-los com um símbolo ou um estalido de um sino e evocá-los pode meio disto.

O Plano Astral, seja ele formado de matéria tênue real ou imaginária é um perigo para qualquer um que toma de assalto, violando suas leis sem um conhecimento maior, mesmo que de forma não intencional.

 

Existe uma grande variedade de Planos Invisíveis, cada um podendo ser acessado por um simbolismo correspondente a uma forma de apresentação plástica estabelecida na mente do ser humano. Cada Plano tem suas aparências e suas leis especiais. É possível verificar-se que cada cultura, folclore, de cada nação, tem sua forma de apresentação do seu plano astral e elemental em caráter definido, seja ela na forma simbólica ou até mesmo hieroglífica. Assim uma forma elemental pode se condensar apropriando-se da forma mental estabelecida pelo magista.

Cada plano é um véu que encobre o que está acima dele. As idéias originais individuais se originam e se diversificam quando expressam seus elementos. Dois homens com idéias quase idênticas sobre um tema poderiam escrever dois tratados totalmente diferentes um do outro.

O controle do Plano Astral, a habilidade para encontrar um caminho por ele, penetrar nos santuários que estão protegidos contra a entrada dos profanos estabelecerem relações com seus habitantes que possa ser útil para adquirir conhecimento e poder, e ordenar que nos sirvam; tudo isto compreende ao êxito mágicko geral do estudante. Ele deve estar totalmente tranqüilo no se corpo de Luz, e havê-lo feito invulnerável. Deve ser um perito na assunção de todas as formas de Deus, na utilização de armas, selos, gestos, palavras e signos. Deve estar familiarizado com os nomes e números que sejam pertinentes segundo o trabalho que esteja realizando. Deve estar alerta, sensível e preparado para por em prática sua autoridade, ao mesmo tempo sendo cortês, afável, paciente e compassivo.

Existem dois métodos para explorar o plano astral:

a) Pode-se tomar qualquer objeto real da natureza, (por ex. um pouco de terra para evocar os gnomos), e fazer sua invocação na forma astral, colocando-o sob nosso conhecimento sob o controle por meio das aplicações das chaves da Qabalah e da Magia.

b) Pode proceder invocando uma idéia preconcebida, e dando corpo a mesma atraindo em direção a esta idéia os elementos que lhe correspondem a sua natureza.

Todo Mago possui um Universo Astral que lhe é peculiar, tal como a experiência pessoal de cada um difere do outro; compreendendo que seu próprio curso sobre a terra é o seu reino, devendo explorar seu universo e viver suas aventuras com suas próprias mãos e olhos. No entanto deverá ter o cuidado de não se deixar adular ou ser enganado pelas formas artificiais que ele tenha criado.

Que não se deixe fascinar pela sua própria criação, pois o seu progresso real cairá no ponto morto, e seus próprios fantasmas impedirão de entrar em contato com inteligências independentes, só com as quais poderia aprender algo novo. Magistas desse tipo só se interessam por si próprios, e se imaginam alcançando uma iniciação após outra, inchando o seu Ego a ponto de acreditar que tem o céu a seus pés, tal como Narciso que só via unicamente a sua imagem refletida no lago.

Erros como esses fazem muitos magistas se desviarem do caminho, por estarem em verdade com um habitante do umbral ao seu lado, acreditando firmemente ser o seu anjo guardião.

Magia é uma pirâmide que precisa ser construída por níveis. O trabalho no Corpo de Luz, com a técnica da Yoga é o fundamento do todo. Nossa idéia do plano astral deve ser precisa, porque os Anjos, Arcanjos e Deuses se derivam dele por análise. Se quiseres destilar uma bebida precisas antes de matéria prima genuína. A autenticidade, prova final, da verdade das visões é o seu valor. A experiência mais gloriosa no Plano Astral, que deslumbre e emocione, não está necessariamente de acordo com a Verdadeira Vontade de seu vidente, senão, que jamais seja autêntica objetivamente, não seria para ele, porque não lhe é útil.

Toda natureza que prove a existência de vida inteligente separada do físico é extremamente complicada, daí a grande incredulidade da ciência profana.

Assim desejamos que o magista realmente se aventure pelo Plano Astral com o propósito declarado de penetrar no santuário dos seres desencarnados, mas, que esteja junto aqueles que podem realmente instruí-los e fortalecê-los, também para provar sua identidade com um testemunho irrefutável. Todas as explicações diferentes dessa só possuem seu valor desde como extensão e equilíbrio do Conhecimento, ou possivelmente como um misto de energia à aqueles Magos que possam haver encontrado seus caminhos em direção a Fontes de Energia.

Aquele que alcança Inteligências desse tipo deverá saber que aqui se discute o encontro com grandes dificuldades. Os caminhos estão guardados; há um leão no caminho. A habilidade técnica aqui não servirá, é necessário satisfazer os Guardiões para entrar na presença do Mestre. É possível que votos particulares sejam pedidos, ordálias sejam impostas e iniciações conferidas.

Estas são questões muito sérias para evitar que o Corpo de Luz seja destruído no princípio. Porém, estando em boas condições para enfrentar essas experiências, terá atado suas palavras e gestos, sem poder romper um voto sequer, como normalmente é visto no corpo carnal. Assim terminamos uma descrição tímida e realista do Plano Astral e as relações adequadas do Mago para com ele.