PERCEPÇÕES NUMA GUERRA MÁGICKA
                                                  ©David Bersson

 

Faz o que tu queres há de ser tudo da Lei

Coisas como Ataques Mágickos são passíveis de acontecer em nosso caminho. Para que você compreenda a sensação de quando as pessoas são atingidas por uma força estranha, eu diria que parece que nossa  garganta foi furada e por esse furo nossas  forças  são drenadas, por  mais que façamos um esforço sincero no intuito de reprimir esse ataque.

Para um ocultista que já despendeu tempo contatando com espíritos, efetuando Rituais, este não se surpreenderá ao se defrontar com um ataque mágicko. Mas, por que alguém ataca magickamente outra pessoa? A resposta é simples. São pessoas que  freqüentemente se deixam levar pelos complexos do ego que por serem cegos, reagem contrariamente a um trabalho mágicko evolutivo e criativo. Não é o envolvimento com esses trabalhos mágickos que geram esses ataques, e sim a reação de uma força de encontro à outra. Quando você estiver operando a energia criativa da Magia(k), você deve se guarnecer para evitar conflitos. Um ataque mágicko juntamente com suas intenções e finalidades, não tem nada humano ou magnânimo. São forças absolutamente cegas e destrutivas

Sem uma dúvida, é triste dizer que um ser humano pode adoecer ou até morrer com uso da força mágicka contrária. Mas, gostaria de explicar o que acontece quando dois rivais se enfrentam num conflito mágicko.  Por exemplo, se eu usar magia ofensivamente de encontro a um oponente e esse rival não for atingido, não significa que eu não consegui meu intento. As possibilidades são que esse outro magista seja versado em  magia defensiva, como por exemplo, um banimento. Um Ritual de Banimento bem executado, é de fato capaz de neutralizar a ação de ataques mágickos na maioria das vezes.

A exceção a esta regra é quando o ofensor for um experimentado magista em relação ao defensor. Neste caso o ofensor domina o sentimento do ódio e o lança para fora, identificando seu inimigo e liberando os espíritos de encontro a esse oponente. É possível para o magista detectar o deslocamento do ódio na aura da pessoa atingida, o qual gera ainda muitas vezes desânimo,  medo, apreensão, além de sua emotividade ficar para baixo. O ódio neste caso transforma-se numa ligação mágicka. Assim, criada a ligação mágicka, o magista geralmente é atingido sofrendo derrota em algum plano seja ele físico, astral ou mental. Saber o nome completo de seu inimigo é uma outra ligação mágicka eficaz. Naturalmente, a melhor ligação é uma parte de cabelo ou da pele dado ao seu fluído eletromagnético.

 

Um conhecido feiticeiro em minha cidade apaixonou-se de forma doentia por uma de nossas irmãs na S.O.T.O. Este feiticeiro após muitas tentativas infrutíferas de tentar seduzir e atacar magickamente essa nossa irmã, ele a presenteou enviando flores e um cartão assinado. Naturalmente, este feiticeiro era uma pessoa repulsiva a ela. Assim ela se aproveitou do presente e do cartão e entregou a um irmão da Ordem que usou o presente numa cerimônia, tal como um talismã contra esse feiticeiro.

 

Desnecessário dizer que o feiticeiro entrou num total parafuso, nosso irmão aproveitando-se da energia gerada pelo feiticeiro originada e de sua emoção doentia, reverteu seus ataques causando uma explosão energética.

 

Toda ligação mágicka oriundas de ataques astrais é também uma ligação psíquica. No caso exemplificado o feiticeiro teve suas energias quebradas por força do nosso cerimonial mágicko, o mesmo acabou fechando sua loja de livros e apetrechos esotéricos e saiu da cidade.

Um  magista pode absorver um ataque mágicko e usar esta energia para dissipá-lo ou efetuar um gesto mágicko de retaliação contra seus oponentes.

Uma outra boa opção também para a proteção de ataques mágickos, para magistas mais avançados é a edificação de um templo astral que serve também como uma fortificação a tudo aquilo que tenta atingir o campo astral do magista.

Em meus dias como neófito cheguei a receber um ataque astral com uma energia muito intensa, graças ao auxílio dos irmãos na senda mais experimentados, eu soube como absorver  o tal ataque, e soube compreender sobre os riscos de avançar “o sinal” sem o devido preparo. O fato é que enquanto somos neófitos muitas vezes não temos noção exata do que seja um ato mágicko ou sobre o perigo de cruzar os portais do inconsciente, porque lá há demônios na forma humana, que são na verdade guardiões que desses portais, só com a experiência prática alicerçada a teoria é que  se torna possível ministrar uma explicação consistente sobre o assunto.

O neófito é geralmente novo e ingênuo, não compreendendo perfeitamente sobre a fabricação ou imantação mágicka de talismãs e sobre o trabalho mágicko de forma geral. O ataque mágicko sofrido por mim, foi gerado por um grupo praticante de “Voodoo”, em Nova Orleans. É uma pena que o fato ocorreu quando era ainda muito ingênuo. Sofri muito com isto, mas aprendi a lição. Só gostaria que isto tivesse ocorrido hoje para que eu lhes mostrasse uma ou duas coisas sobre o que é fazer uma guerra mágicka de verdade.

 

Amor é a lei, amor sob vontade.

 

Tradução: Francisco Marengo

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