OS
INICIADOS
Nos dias atuais
por Francisco Marengo

Afinal,
o que hoje existe de novo em religiões e filosofias ocultas, se tudo o que há
por aí já existia há milhares ou milhões de anos?
Como
Frater Superior na S.O.T.O., tive um trabalho espinhoso no início, pois os
seres demoníacos invocados nos rituais de magia, eram tão inconscientes que nós
os reconduzíamos com muito cuidado à dimensão regida
por
nossa egrégora a fim de assimilá-los ou recorríamos às nossas Espadas e
nossos Espíritos Familiares, que irradiavam redes ígneas sobre eles. Evitávamos,
no entanto, usar nossas Espadas em tal tarefa porque, se tocássemos aqueles
seres com nossas espadas, destrutivas por excelência, eles explodiriam e nossa
função não era essa, mas sim, ordenar os processos energético-magnéticos
desses seres e evitar que excessos fossem cometidos por esses seres.
Essa
também é a minha função e a de todos os verdadeiros Superiores nos Rituais
de Magia Sagrada. Podem escrever o que quiserem sobre Daimons, Demônios,
Familiares, mas em se tratando de Guardiões dos Umbrais, a estória é outra,
pois a função deles é somente ordenar os processos que explicamos acima, além
de ajudar a neutralizar com muita eficiência magias negativas, realizados no
campo de ações e reações. Conforme expliquei em ensaios anteriores, de todos
os mistérios englobados pelo poderoso mito mágicko luciferiano, na verdade,
ele é uma Divindade cósmica responsável por uma dimensão muito afim e próxima
da dimensão humana.
Os
espíritos humanos entram em sua primeira religião, geralmente por imposição,
e depois redescobrem os seus caminhos por afinidades espirituais e energético-magnéticas.
Os seres caídos ou escravos da matéria vão para os domínios das trevas
localizados nas esferas astrais negativas e, como são caídos, caem mais ainda,
pois nas sombras continuam a atentar contra seus desafetos, tanto no plano
astral como no material.
O
inferno, como sinônimo de maldade humana, sempre existiu. Lúcifer foi só mais
um dos Regentes que acreditaram que, se no inferno eles se assentassem, com ele
acabariam, mas logo se aperceberam do contrário, e a ele se tornaram
subservientes ou escravos cujos domínios, se não são infernais, então não
conheço outra palavra para denominá-los, uma vez que em projeções astrais e
trabalhos mágickos estivemos lá por algumas vezes.
Desde
os primórdios da Humanidade, a escória sempre passou por estes domínios, uns
tentando e conseguindo a assunção e outros desejando e também conseguindo se
afundarem mais nos abismos e lamaçais de suas mentes doentias.
Nesses
domínios estão também os indecisos, aqueles que não sabem se avançam para
junto dos seus na Luz ou se voltam para os que largaram para trás. Aos
indecisos sempre são trancadas as suas ascensões: ou voltam dali mesmo e
recolhem as partes podres de suas vidas pregressas ou logo farão apodrecer a
parte sã de suas vidas.
Voltando
a verdadeira função dos magistas iniciados é portanto, resgatar, não sem
muito esforço, alguns seres "humanos" caídos e tentar reconduzi-los
a um tal grau de compreensão que possam reassumir suas tarefas e atribuições
na Senda.
Nos
Rituais Mágickos mantemos contato com uma grande diversidade de seres do
astral, inteligências extrafísicas, etc. Alguns desses seres já evoluíram
tanto que depois de incorporados aos Rituais Mágickos Sagrados deram início à
novas formas de ritos e desenvolvimentos espirituais, pois dominam vasto
conhecimento da magia cósmica e são portanto, portadores de mistérios afins
com a Divindade Suprema que engloba em si mesma, o mistério do nosso Sistema Mágicko.
Se usados positivamente, ou de forma sadia, os conhecimentos desses mistérios,
nos tornam de magistas em magníficos médicos de alma, pois, assim como a
humanidade sempre recorreu às curas espirituais medicinalmente, nas dimensões
cósmicas que trabalhamos existem energias que, se bem dosadas nas suas aplicações,
curam muitas enfermidades humanas dos corpos material, astral e espiritual.
A
Divindade natural que rege a dimensão do mistério da Tradição da Serpente é
regida em um aspecto muito mais elevado e abrangente (porque é celestial,
planetária e multidimensional) por ser de essência divina que, no Ritual de
Thelema Sagrada, são conhecidos por Deuses e Devas, que regem a Vida onde estão
as sete essências planetárias, multidimensionais e duais por excelência.
Em
nossas existências ancestrais fomos crescendo e, em muitas delas, debutamos de
religião em religião, às vezes como sacerdotes, outras vezes como meros partícipes.
Thélema
engloba em seu seio a Tradição Religiosa Ancestral, cujas hierarquias foram
formadas por espíritos humanos, deuses e devas, que haviam sido erigidas em
paralelo por seres naturais não encarnantes, que serviam como espelhos de
nossas ações nas esferas negativas.
Absorvidos
pela Tradição Religiosa, foram convidados a formar uma hierarquia afim com a
Antiga e Natural do Sagrado Senhor Hórus, o Senhor do Aeon. Nela estão
integrados quase todos os espíritos que marcaram época na História da
humanidade conhecida e desconhecida do período atual em que vivemos na carne.
Sei
que você estudioso do Oculto já transitaste pela Tradição várias vezes, mas
nunca te assentaste nela porque estavas vivenciando teu ciclo de reencarnações,
que talvez (sabe-se quando?) se encerre nesta sua presente encarnação, pois tu
és, como dito no Líber Al, enfaticamente meu escolhido; e abençoados são os
olhos que tu contemplares com alegria. Assim una-se a nós futuro Mestre dos
mistérios Sagrados. Junto a nossa Irmandade será erigida uma hierarquia cósmica
extremamente heterogênea, formada de espíritos resgatados das trevas da ignorância
pela força do mistério que nossa Irmandade traz em si mesma.
Não
posso deixar de citar que todas as religiões escravas já mortas e enterradas,
como nas já mortas, mas ainda insepultas e agonizantes e nas plenamente ativas
há um grande mistério destrutivo intitulado de egrégora vampírica que
assimila lentamente as energias e as almas a elas ligadas. Que nós de Thélema
como agregados cósmicos do Arcanjo Miguel, acreditamos mesmo, que nunca
ficaremos fora da luta para destruição de tais religiões que conduzem a coisa
nenhuma, pois, para um espírito humano evoluir, tem de passar por um dos
caminhos vigiados pelo Sagrado Senhor Hórus que rege os Ritos Sagrados, ou por
algum dos outros o Sagrado Thot Hermes Guardião Divino das fórmulas mágickas
ou ainda por Lúcifer o Guardião da Luz e do Mistério da Vida.
Enfim,
gostamos de fazer o que fazemos e podemos fazer o que mais nos agrada: ordenar
os que se entregam às desordens.
Em
se tratando de coisas religiosas, quando um Mago desce ao plano material da
dimensão humana, nada é fácil, pois muitas Divindades já estão
concretizadas, têm seus domínios religiosos estabelecidos e seus efeitos
negativos espalhados por todas as esferas. De um desses Magos e Mestres Divinos,
cujo Logos Crestos é o guia, recebemos a Espada Sagrada e a Dupla Baqueta com o
objetivo de afastar definitivamente os espíritos da discórdia, detratores e
destruidores das Operações Mágickas Reais, cujo objetivo maior é a Assunção
do Espírito Humano.
Com
o passar dos milênios, tudo se vai confundindo ou se depurando e cada nova
idealização vai alterando para melhor ou para pior o que, em sua concepção
original, foi simplificado ao máximo, mas sem deixar perecer a origem divina do
que foi idealizada para o ser humano. Recebemos do Círculo Sagrado de Thélema
o número setenta e seis do Arcanjo, que, atuando por intermédio do
"Sacerdote Ank-af-na-Konsu" coloca em nossa mão a Espada, a Lei, a
Liberdade, o Amor e a Vida.
Que
abençoado seja para todo o sempre, o caminho dos Iniciados, patriarcas da Tradição
Esotérica Ancestral e que recebam do Arcanjo Miguel, a missão de purificar
aquelas areias ardentes da praga de falsos profetas e dos ególatras, dos
mentirosos e falsos que já têm estabelecido autênticas Mecas da podridão.
Aqui
só estou cumprindo com o meu dever de apontar os vícios e os viciados humanos
que desvirtuaram as coisas sagradas e religiosas.
Amor é a lei, amor sob vontade.
Khonx
Om Pax!
Luz em extensão!
Fraternalmente;
Francisco
Marengo
Frater Magister.'.'.'
E.I.E. Caminhos da Tradição