Introdução Ao

LIBER AL VEL LEGIS

                                  Por Sóror Fortuna


"Faz o que tu queres, há de ser tudo da Lei."



O Manuscrito chamado Liber Al Vel Legis, ou Livro da Lei foi recebido por Aleister Crowley e Rosa Kelly no Cairo entre as 12 e 13 horas durante 3 dias sucessivos, 8-9-10 de Abril do ano de 1904.
O Autor dizia se chamar Aiwass e dizia ser "Ministro de Hoor-Par-Kraat" e mensageiro das forças que regem a Terra na atualidade.
Para poder ser aceito como um ser de espécie superior à raça humana e portanto estar capacitado a falar com autoridade, devia mostrar um conhecimento e um poder superior aos nossos.
Demonstrou um conhecimento superior pelo uso do cifrado e do criptograma em alguns versículos, que uma vez decifrados, expõem tanto descobrimentos como acontecimentos do futuro. Isto o liberta da ação humana e lhe da a veracidade e autenticidade que muitos famosos escritos desejariam.
O estudo dos versículos não é algo fácil e necessita uma grande dedicação e a utilização de uma nova guematria e uma nova Cabala chamada Qaballah Inglesa e surge a partir das instruções do próprio manuscrito.
É recomendável estudar a totalidade dos fatos que ocorreram durante o ditado do livro e um ensaio do Mestre Therion (A. Crowley) publicado em "O Equinócio dos Deuses".

O Livro explica uma visão do universo. No primeiro capitulo nos fala de Nuit/espaço em sua totalidade de possibilidades, a circunferência não limitada a um centro. E o segundo capitulo, Hadit, qualquer ponto que tenha experiências dessas possibilidades. Os infinitos centros desta circunferência.
O terceiro capitulo do livro é difícil de entender e acaba sendo ignorado por pessoas da mente fechada. Nos comenta as características e mudanças do período em que vivemos. Inclusive alguns já são comprovados. Também nos indica alguns parâmetros que devemos seguir e senão forem bem interpretados podemos ter idéias erradas e consequentemente ações.
Nos conta como certas "estrelas" podem ser descritas como Deuses e como cada um de esses Deuses está encarregado da evolução deste planeta por grandes períodos de tempo. Na história do mundo que podemos recordar existiram 3 destes Deuses. Isis, Osíris e Hórus.
Primeiro Isis - A Mãe - quando foi concebido o Universo como simples alimento saído diretamente dela. Este período esta marcado pelo Sistema Matriarcal.
Depois Osíris - O Pai - quando o Universo foi imaginado como catastrófico. Amor e morte, ressurreição como método em que se realizava a experiência e corresponde aos sistemas Patriarcais.
E na atualidade Hórus - o filho - em que vamos perceber fatos como um crescimento contínuo compartindo elementos de ambos os sistemas. Este período presente leva ao reconhecimento do individuo como a unidade da sociedade.
Cada fato ocorrido - incluindo a morte é apenas uma experiência acrescentada ao nosso desenvolvimento desejada livremente e de alguma forma predestinada.

Hórus tem por título "Heru-Ra-Ha" que por sua vez é a combinação de dois Deuses Gêmeos Ra-Hoor-Khuit y Hoor-Paar-Kraat e é simbolizado por um Deus com cabeça de Falcão sentado num trono.
Hórus rege o período presente começando 1m 1904 com a recepção do Liber Al Vel Legis. Seu governo está enraizado em todas as partes. Observe em você mesmo a perda progressiva do sentimento de pecado, o crescimento da inocência e da irresponsabilidade, a tendência a bissexualidade e a confiança na tecnologia com um certo sentimento de catástrofe.
Nuit é simbolizada como uma deusa arqueada, formando o arco da Noite Celeste y Hadit se simboliza como um Globo Alado no coração de Nuit. 

"Cada homem e cada mulher é uma estrela", é o mesmo que dizer: um conjunto de experiências mudando constantemente com cada novo acontecimento, que lhe afeta tanto consciente como subconscientemente. Assim cada um de nós temos, em nosso interior, um universo próprio,mas ao mesmo tempo é o mesmo universo para todos já que inclui toda possível experiência com que a expansão da consciência pode chegar a incluir a todas as demais consciências. A Totalidade e a Unidade se confundem. 


"O objeto que um vê nunca é o mesmo que outro vê; deduzimos que é o mesmo porque a experiência de um concorda com a do outro em tantos pontos que as diferenças são insignificantes. 


Por exemplo se um amigo está andando entre nos eu vejo só o lado esquerdo e você só o direito estamos de acordo que é a mesma pessoa ainda que podemos diferenciar não apenas no que podemos ver de seu corpo mas também no que conhecemos de suas qualidades.

Esta convicção de identidade cresce cada vez mais forte enquanto mais frequentemente o vemos e o conhecemos melhor. Ainda assim todo o tempo não poderemos conhecer nada dele além da impressão total feita em nossas mentes respectivas" 


O Livro da lugar a uma lei de vida, a Lei de Thélema. É um Código de Conduta; simples em sua exposição, complicado em sua realização e facilmente mal interpretado.

"Faz o que tu queres há de ser tudo da Lei"

"Amor é a Lei, amor sob vontade."


"Isto significa que cada um de nós somos como estrelas que tem que mover em sua própria órbita, marcada pela natureza de sua posição, a lei do nosso desenvolvimento, o impulso de nossas experiências passadas. Todos os eventos estão igualmente dentro da lei, e cada um é necessário a longo tempo para todos nós, em teoria; mas na pratica só um ato é valido para cada um de nos em um determinado momento. Portanto o dever consiste em determinar pela experiência o evento correto de um momento de consciência a outro." 


Cada ação ou movimento é um de amor; é a união com uma ou outra parte de Nuit, a totalidade de possibilidades. Por isso cada ato, cada união com Nuit, deve ser "dirigido pela Vontade", 

"Amor é a Lei, amor sob vontade."