SOBRE O CINTURÃO DE FÓTONS 

A TRANSIÇÃO PLANETÁRIA

POR FRANCISCO MARENGO

 

Sobre a chamada "Transição Planetária". Vou dizer sinceramente o que acho, na direção que meus estudos me levaram.

Não há dúvida que numa corrente contínua de espaço-tempo a tendência é que as espécies evoluam. Em se tratando do ser humano a transformação se dá não de uma forma externa como muitos prevêem, e sim de uma forma interior. Ou seja, a cada passo a tendência evolutiva levará a humanidade a planos menos densos de existência - mais energia, menos matéria. Creio, de fato, que a Terra já esteja sofrendo a passagem interdimensional. Esse espaço de tempo que a Terra levará para cumprir este ciclo, não é previsível, e nem poderia ser, não pelo menos na nossa concepção de tempo-espaço. As "almas" que estiverem portanto alinhadas com esse novo ciclo evolutivo elevar-se-ão degrau acima, já aqueles que não atingiram determinado patamar na escada evolutiva, por uma Lei Universal de atração e repulsão deverão ser atraídos a mundos mais alinhados com sua condição ou nível de vibração espiritual. 

Mas, também é importante que se diga que isto não deveria ser nenhum motivo para tanto alarde, haja visto, não ser nenhum fenômeno à parte e sim um fluxo evolutivo ligado as Leis Universais, onde o Todo está interligado. 

Existe também a teoria sobre a emissão de um cinturão de fótons vindo da constelação de Plêiades, o qual seria "responsável" por esta transição cíclica. Apesar de minha área de atuação ser agronômica e não física mecânica quântica, mas vou dar um pitaco aqui.

Ora, fótons são as menores unidades que formam a radiação ou energia eletromagnética. Uma vez que sejam partículas com massa zero e sem carga elétrica e uma vez que toda energia possua inércia, fato comprovado aliás comprovado cientificamente, se está em movimento sua energia não é nula, logo possui inércia: resultado que possibilita a explicação do fenômeno fotoelétrico por exemplo. Logo tal nuvem de partículas não movimentam de forma helicoidal, como muitos afirmam, pois sua massa, está em inércia. Daí para dizer que tal cinturão de energia mudará o movimento de rotação da terra - horário para anti-horário, que inclinará seu eixo ou que haverá aceleração em sua rotação é seguramente um equívoco. Se a verticalização do eixo da terra ocorre. Este ocorrerá por força gravitacional em relação ao sol, a lua e outros planetas.

Por outro lado é sabido também que só uma fonte de fótons ou radiação eletromagnética superior ao espectro da luz visível, emitiriam o chamado raios gama. Que não é o caso aqui pois é comprovado cientificamente que a superexposição aos raios gama causam unicamente uma má formação celular, no que se refere a tecidos vivos. Já a exposição no átomo ocorreria a quebra espontânea do núcleo liberando nêutrons. Ora se isso já estivesse ocorrendo o nível de radiação já estaria insuportável, matando provavelmente por fissão nuclear aquilo que se conhece por vida, ou ainda, um elétron, com energia positiva, tendo disponível um estado possível de energia mais baixa (energia negativa), migraria para aquele estado, emitindo a diferença de energias na forma de um fóton. Assim, todos os elétrons disponíveis iriam para esses tais estados negativos e o nosso mundo não seria possível.

Os pseudo-gurus intergalácticos afirmam que os bombardeamentos de raios gama no átomo transformará elétrons e prótons em pósitron, isto está correto. Afirmam corretamente também que isso possivelmente alteraria toda a estrutura atômica, pois o átomo em interação com o fóton deixará sua estrutura semelhante a desses fótons e que nosso elétron tem uma carga inferior a do pósitron, a interação com a antimatéria provocasse uma mudança de negativo para positivo, com carga idêntica, e potência dobrada.

Mas o pósitron nada mais é do que a ausência de energia negativa num mar de elétrons. Deste modo, estes elétrons não têm mobilidade e não podem conduzir eletricidade. A promoção de um elétron de energia negativa para energias positivas, com a absorção de um fóton, cria portanto um par elétron-pósitron. Um elétron de energia positiva pode vir a ocupar este estado vazio, cedendo a diferença de energia na forma de fótons. Considerando o buraco como um pósitron, podemos então descrever o processo como a colisão entre essas duas partículas. Após a colisão, desaparecem o elétron e o pósitron de modo que podemos falar num processo de aniquilação do par. Sendo partículas de mesma massa e cargas opostas, elétron e pósitron se atraem. 

Daí a afirmar que esse cinturão de fótons seja o responsável por uma transição que faça mudanças em nossas ondas cerebrais, pode ser um outro equívoco. Seria algo como explicar a ausência de chifres na cabeça do cavalo. Só a emancipação da alma é que possibilita a ampliação de nossa aura ou campo energético. Não vejo nenhum aspecto que cientificamente comprove a interação com o Cinturão de Fótons, mas se isso acontecer, não será ele responsável por quaisquer mudanças no interior do homem, que como disse só emancipará a partir de uma concientização interior. Como disse Shakespeare em Hamlet que o universo é muito, mas muito mais amplo do que pode supor a sua vã filosofia.

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