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ESCLARECIMENTOS
Qualquer organização, verdadeiramente ligada nos planos mais sutis e elevados será sempre auto seletiva, isto porque, naturalmente aqueles que não possuem a predisposição necessária para uma elevação em seus sentimentos ou padrões de percepção ou até mesmo em seu conjunto de atitudes são automaticamente suprimidos porque desmoronam facilmente ante as primeiras provas de caráter iniciático também chamadas de Ordálias do Conhecimento. Neste aspecto em todas essas sérias organizações que me referi, existe uma classe de seres encarregados de manter o nível vibratório dos membros da organização. Assim que se evidencia uma baixa desse padrão, uma espécie de Polícia Oculta entra em ação criando toda a sorte de obstáculos e desconfortos fazendo com que o indivíduo pernicioso ao equilíbrio do sistema automaticamente se sinta compelido a se desligar da mesma. A maioria das pessoas está à espera de um milagre, entretanto, nossos estudos evidenciam que nenhum milagre realmente existe, no sentido de que as leis naturais possam ser quebradas. Existe porém um total desconhecimento por parte dos seres humanos do enorme manancial a sua disposição no que se refere a essas leis naturais.
Quando alguém é curado por uma simples benzedeira, muitas vezes analfabeta, mas repleta de cultura popular, geralmente por alguma doença que a medicina tradicional não encontra explicações ou a cura, os homens de ciência já automaticamente encontram uma explicação que lhes seja plausível, mas não a realidade de que tal pessoa consciente ou subconscientemente encontrou ou já havia encontrado o verdadeiro caminho para sorver um pouco desse manancial cósmico que mencionamos. A explicação simplificada que tudo se baseia na fé já não satisfaz a mentalidade amplificada e analítica e porque não dizer holográfica do ser humano no século XXI, a exceção das mentes ignorantes.

Assim o ser humano se vê envolvido numa busca onde já não existe um caminho de volta. A enorme gama de mistérios sobrenaturais aparentemente insondáveis e inexplicáveis até os dias de hoje, dizem respeito à natureza interior do homem e suas potencialidades. Na verdade o homem desconhece a grande interação invisível pois adjunto ao plano físico está o plano astral, mental e espiritual, cada um agindo como a causa e efeito do plano seguinte. Assim também como passamos a evidenciar que as forças, supremas e energéticas que movimentam o universo obedecem a um grande plano cósmico que envolve Leis Naturais Universais junto com um conjunto de seres regidos por uma hierarquia encarregados de fazerem fluir essas leis. O ser humano, tal como um imã, também é envolvido por esse conjunto em seu campo magnético, além de ser gerador de outras energias. Isto é explicável pelo choque de energias tanto de atração como de repulsão de uma pessoa à outra, quando suas auras se encontram. Querer de fato é só a primeira chave, ainda assim resta o Saber, seguido do Ousar para depois Calar. Muitos querem mas quando descobrem que o autodesenvolvimento está envolto a determinados Sacrifício(Sagrado Ofício), obrigações, abnegações e obstáculos já decidem permanecer na sua zona de conforto.
Querem um Templo Bonito para se visitar, fórmulas mágickas de
Poder, e mal se dão conta que tais fórmulas só estão acessíveis aos olhos e
ouvidos do entendimento. Só são passíveis àqueles que determinaram pagar o
preço, pois não importa se Mago branco, negro ou cinza, ainda assim a gnose
interior precisa ser vivenciada, vivificada e sentida em diversos níveis de
consciência, onde neste aspecto o papel de uma Ordem séria torna-se necessário
e mais seguro. Energias são forças vivas e cegas, sutis. Vórtices podem ser
abertos em diferentes níveis de consciência. Demônios não gostam de servir.
Eles se obrigam ao serviço mágicko do Mago, mas se divertem às custas dos
tolos, insensatos e presunçosos. O efeito destrutivo de uma força cega gerada
pode ser sentido até "anos" após. Todas as chaves cujas portas são
abertas necessitam serem fechadas. Todas as formas geradas precisam ser
dissolvidas após o Trabalho Mágicko.
Juramentos mágickos não são bobagens a serem proferidas por
crianças. Juramentos são pactos com S.A.G. - SAGRADO ANJO GUARDIÃO que reside
no interior do ser humano. A quebra de tal juramento conduz as piores e mais
terríveis ordálias pois são mescladas com os revezes diários. Os mistérios
são revelados á aquele que assume em si mesmo o mistério sacerdotal.
Prometeus não roubou o fogo dos deuses para entregar aos ímpios. Lúcifer não
divide a chama do conhecimento com os fracos de espírito, os covardes, os
traidores, os pedintes. Tais seres são aberrações em cujo céu não escutam
mais as suas lamúrias, e cujo inferno está prestes a devorar suas entranhas.
Os mais fantásticos mistérios Sagrados ou mágicko-místico-religiosos se
prendem a uma fórmula Sagrada de aprendizado intitulado Tradição. A Tradição
da Serpente ou do Dragão presente na história da humanidade, força pela qual,
nações inteiras foram conquistadas ou dizimadas,
O treinamento de um estudante de Ciência Oculta é feito em estágios
bem-marcados, seja qual for o Raio ou tradição que possam estar sendo
trabalhados. Cada estágio é, ou deveria ser a preparação para o que lhe fica
acima, e um sério dano acontece quando estudantes passam de estágio a estágio
insuficientemente preparados. As condições que aqui são descritas não devem
ser tomadas como se referindo a qualquer ordem ou fraternidade em especial, e
sim como generalizações e um desígnio de perfeição.
Fraternidades
têm seus altos e baixos, como acontece com outras instituições de estudos. No
plano mundano não é possível fugir às limitações da personalidade humana.
Um grande ocultista criará uma grande escola de ocultismo, mas depois da sua
morte, o manto cairá sobre ombros indignos e a glória se extinguira ou se
voltará para a corrupção. O caminho da iniciação fez-se tortuoso no hemisfério
ocidental pela perseguição e pelo materialismo, mas as nuvens parecem estar
ficando menos densas, sob o grande impulso do poder espiritual que todas as
almas sensitivas sentem estar atualmente fluindo pelo mundo.
Ordens ocultas e grupos de estudo estão brotando em todas as direções, e é
bom para o aspirante ter alguma idéia sobre o que uma escola oculta deve ser, a
fim de que ele possa compreender se aquela na qual pretende se matricular cumpre
as exigências do genuíno padrão iniciatório. Depois que a Reforma libertou
os homens para a especulação em assuntos e cultos religiosos, cada qual, a seu
próprio arbítrio, surgiu uma vigorosa safra de seitas, algumas das quais
diferem da ortodoxia em detalhes tão pequenos que a mínima demonstração de
tolerância e boa-vontade poderia ter evitado um cisma. Outras são tão
extravagantes em suas doutrinas e práticas que se revelam, obviamente, produtos
de mentes desordenadas. Assim se passa com o ocultismo em nossos dias: une um
pouco de conhecimento e alguma experiência do Invisível possibilitarão a um
homem se instalar como professor de ocultismo, e até como iniciador.
Esse charlatanismo esotérico está tão distante do espírito das Grandes
Escolas de Mistérios. As Grandes Escolas de Mistérios têm existido desde a
aurora da consciência na raça humana. Não são fabricadas pela imaginação,
fraudes para iludir os supersticiosos, nem existem somente nos Planos
Interiores. Fora da Europa elas têm florescido sem repressão desde tempos
imemoriais, reverenciadas e temidas pelos povos que elas guiaram; às vezes,
aproveitando-se de períodos de desgraça, como as escolas de vodu dos negros,
às vezes retendo a nobre tradição, como em certas escolas da Índia e da
China, mas sempre aceitas como uma parte da vida racial tal como as ordens monásticas
são aceitas entre nós. Na Europa, contudo, a religião do Estado, que deveria
ter tido a custódia dos Mistérios, tornou-se, em vez disso, sua perseguidora.
Esse infeliz estado de coisas veio a existir devido ao expediente político, que
colocou em altas posições homens que não tinham altos graus nos Mistérios.
Esses homens, sendo de natureza humana, foram naturalmente avessos a se submeter
aos seus inferiores no trabalho, que eram seus superiores em conhecimento, e
assim os ensinamentos esotéricos, que deveriam ter formado a escola secreta da
Igreja, foram interditados como heresias. Antes, a sistemática perseguição da
Reforma esmagou efetïvamente todas as tentativas de uma Gnose. E, depois da
Reforma, o intelecto desorientado da época, reagindo contra as doutrinas de uma
teologia sem luzes, desprezou todo o transcendentalismo, considerando-o superstição.
Os estudos do ocultismo foram, por conseguinte, limitados aos muito poucos que,
em qualquer época, são capazes de pensar livremente, ou aos mais ignorantes,
entre os quais uma magia tradicional ainda sobrevivia às influências
civilizadoras da época, tais como eram. Essas últimas trouxeram descrédito
para a ciência do Invisível, o que forçou seus mais valiosos estudantes a
ocultar seu interesse, e assim a Ciência Oculta, na Europa, levou, durante vários
séculos, uma vida de perseguição e revelou os defeitos que uma existência
assim deve invariavelmente provocar. Os Conceitos Arquetípicos, contudo,
permaneceram nos Planos Interiores, e todas as vezes que homens,
individualmente, fizeram-se capazes de elevar a consciência até ali,
encontraram as grandes Ordens Secretas ainda existentes no Invisível, embora a
perseguição tivesse destruído suas formas físicas. Era como se o espírito
imortal dos Mistérios sobrevivesse à morte do seu corpo físico — o Templo
— e aqueles que tiveram possibilidade de elevar sua consciência a um plano
superior puderam comunicar-se com as Ordens mortas.
Não obstante, como não precisamos lembrar a nenhum estudante do assunto, a
parte mais importante de uma Ordem está nos Planos Ocultos, e essas Ordens
Ocultas permaneceram intactas através das épocas, recebendo os raros iniciados
que tiveram a possibilidade de encontrar seu caminho até elas, por pura intuição
e aguardando seu momento, à espera de que os homens uma vez mais sejam livres
para construir o templo que deve abrigar o sacrário. Quando um templo tenha
sido assim levantado, e o altar ordenado de acordo com o melhor conhecimento dos
artesãos, será necessário acender o Fogo Sagrado. Isso só pode ser feito
trazendo-se uma brasa ardente de um outro altar, a não ser que o Sumo Sacerdote
seja da Ordem de Prometeu, e não há muitos que o sejam. Ou, para variar a metáfora,
a sucessão apostólica está na essência da iniciação, pela razão de que o
professor tem de induzir na alma de seu discípulo um tipo particular de
atividade e, a não ser que ele próprio esteja funcionando daquela maneira, não
terá possibilidade de fazer isso. Ele tem que fazer a consciência superior, do
discípulo, até então adormecida, dar início ao funcionamento. Isso é feito
por meio de um processo conhecido como indução solidária de vibração. Se um
piano e uma harpa estiverem colocados um junto do outro, e uma certa nota for
batida no piano, a nota correspondente irá soar na harpa, por causa das vibrações
do ar, procedentes da corda vibrada do piano, que se introduzem sobre as cordas
da harpa, e uma delas, a que for capaz de vibrar com aquele ritmo, é posta
Muito poucas são as almas que tiveram a possibilidade de conceber através da Besta Solar Interior, e o estudo dos livros sobre embriologia não as levará para muito mais próximo do seu objetivo.
Os Sacerdotes da Ordem de Prometeu são aqueles Portadores da Luz que instituem os novos graus nos Mistérios, à proporção que o avanço da evolução torna o homem mais capacitado para receber ensinamento maior. São eles os primeiros dispensadores de um grau que ainda não tenha sido trabalhado sobre a Terra. Não se deve pensar, portanto, que quando um homem apareça com um ensinamento novo, seja, forçosamente, um Sacerdote da Ordem de Prometeu. A Ordem de Prometeu é o grau superior que mais se aproxima da Ordem de
Melquisedeck, e esses graus não são conferidos aos simples e ignorantes, como se dá com os graus místicos da Luz Interior, tal como os Irmãos sabem, mas representam as mais altas aquisições de um iniciado. Devemos recordar que Moisés foi levado, como recém-nascido, ao palácio do Faraó. A importância dessas palavras não precisa ser enfatizada para os estudantes de ocultismo. Cuidado com o ocultista autodidata. Ele não é confiável, tal como não o é o médico autodidata. Grande peso é dado à sucessão apostólica, ou derivação de uma genuína tradição, e não há trabalho oculto, tomado como distinto do desenvolvimento místico, que seja possível sem isso. Pode ser que a brasa trazida ao altar, recentemente consagrado, seja, para todos os observadores externos, apenas cinza morta, mas se ali houver a mínima fagulha de fogo, ela poderá ser soprada e fazer-se chama, e então, uma criteriosa quantidade de combustível permitirá que o altar resplandeça naquele fogo, e as iniciações podem ser levadas a efeito com a sua luz e calor.
Para o fogo do altar duas coisas são necessárias: carvão aceso e um suprimento de combustível; e, embora a sucessão apostólica seja trazida de uma tradição genuína, a não ser que haja conhecimento oculto, a não ser que o templo esteja adequadamente orientado, o fogo não poderá ser soprado para se tornar chama. E mesmo depois que tenha sido devidamente aceso e preparado, pode ainda acontecer-lhe apagar-se por falta de combustível, ou sufocado sob as cinzas. Nem todos os que gritam ao "G.A.D.U." são convocados por nosso Pai. Uma escola de ocultismo só pode ser fundada por um iniciado de alguma grande tradição. Deve ser recordado que Paracelsus viajou pelo Oriente. Próximo antes de receber poder oculto. E lembraremos, também, que Madame Blavatsky adentrou o Tibet antes de ficar habilitada a fundar uma escola esotérica. O motivo que leva os Mistérios Menores da Europa a usarem a terminologia do negócio de construção é o fato de que as relações necessárias para os graus são encontradas em rituais adulterados, que as associações medievais de construtores realizavam "para dar sorte" quando lançavam as pedras dos alicerces. Esses rituais datam dos tempos em que os templos dos Mistérios eram projetados como grandes símbolos e sistemas de correspondência, e os homens que fizeram o trabalho tinham sido, portanto, iniciados em certos graus inferiores, a fim de poderem realizar corretamente suas tarefas. Só trabalhadores iniciados tinham permissão para construir esses templos simbólicos, tal como só zeladores iniciados podem cuidar dos templos maçônicos. Assim, um conhecimento elementar dos Mistérios bem como um conhecimento elementar de mecânica fazia parte do treinamento do melhor tipo de construtor.
Quando a construção de templos deu lugar à construção de igrejas, a tradição sobreviveu por muito tempo. Os construtores persistiam em levantar suas estruturas exatamente do Leste para o Oeste, aplicando uma grande quantidade de antigo simbolismo que seus novos empregadores não reconheciam senão como ornamentos. Isso não quer dizer que os pedreiros que ali trabalhavam tinham tais desígnios esotéricos, tal como a eles é atribuído por escritores imaginativos, pois raramente eram iniciados dos Grandes Mistérios, seguiam apenas os modelos comuns e careciam de idéias originais.
| OBS.: A
ORDEM FRANCO-MAÇÔNICA DA CENTÚRIA DOURADA NÃO PROMOVE OU INCENTIVA
PRÁTICAS ILÍCITAS DE QUALQUER ESPÉCIE, NEM ADVOGA A FAVOR DA VIOLÊNCIA
SEJA DA FORMA QUE SE APRESENTE, OU QUE POSSA FERIR AS LEIS ESTABELECIDAS
PELA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DO BRASIL OU LEIS DE QUALQUER OUTRO PAÍS QUE
ESTEJAMOS ESTABELECIDOS OU O USO DOS BONS COSTUMES. NOSSOS OBJETIVOS SÃO
MERAMENTE SOCIAIS E CULTURAIS
No Brasil, a liberdade de culto só foi aceita e legalizada após a proclamação da República, através do Decreto 119-A, de 1890, de autoria de Ruy Barbosa. E se tornou norma constitucional com a Constituição de 1891, que transformava, inclusive, o Brasil em um Estado laico, portanto, sem uma religião oficial definida por lei. Hoje a liberdade religiosa é algo amplamente difundido no ordenamento jurídico. Em nossa Constituição Federal podemos citar o artigo 5°: Artigo 5° - Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: VI- é inviolável a liberdade de consciência de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias; VII- é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva; VIII- ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei; Além disso, estes direitos gozam da proteção que lhes é atribuída pelo Código Penal no artigo: Artigo 208. Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou pratica de culto religioso. E ainda de acordo com o doutrinador Mirabete (1998, pg. 394) temos que: “Embora sejam admissíveis os debates, criticas ou polêmicas a respeito das religiões em seus aspectos teológicos, científicos, jurídicos, sociais ou filosóficos, não se permitem os extremos das zombarias, ultrajes ou vilipêndios aos crentes ou coisas religiosas.” Contudo, através do que pode ser observado acima, a liberdade religiosa é um direito que foi de difícil conquista e que deve ser feito observância a sua preservação em todo ato e processo jurídico.
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