Os
Druídas – ESPÍRITOS DA NATUREZA
Por
Sóror Mira Adhara
“Durante
milênios os conhecimentos da Atlântida ficaram a disposição apenas de
grupos de iniciados que posteriormente, vieram a se unificar sob o nome de
Druidas.” Estes portanto, foram os guardiões dos conhecimentos arcanos
deixados pelos atlantes milênios antes, donos de grandes conhecimentos astronômicos.
Os
estudos modernos de arqueólogos, historiadores e outros apontaram para as
Ilhas Britânicas como as origens do druidismo. Podemos encontrar elementos do
druidismo também na Gália e no norte da Península Ibérica.
Os
druidas foram considerados como magos, feiticeiros, dominavam toda a área do
conhecimento humano, cultivavam a música, a poesia
e tinham controle do clima, do conhecimento sobre as ervas, podiam fazer ou
parar de chover, controlavam os furacões, marés, tremores de terra etc. Tudo
isto era procedido com o uso de cristais e em parte pela ação da mente, graças
aos rituais realizados em lugares de força. Preferiam cultuar a divindade em
lugares como campo e florestas, usando vestes brancas em algumas cerimônias
ligadas à fecundidade da Natureza, os participantes não usavam
vestes. A realização das cerimônias
não se baseava somente com o lugar, também tinham a ver com a época do ano,
com determinadas efemérides, pelo que ocorriam em datas precisas, ocasiões
em que interagiam mais facilmente com as forças da Natureza. Eles reuniam em
círculos de pedra visando a canalização da força
telúrica e siderais, conduzidas com grande solenidade. Suas principais cerimônias
eram nas mesmas datas dos festivais celtas, mas os rituais são diferentes,
visando o mesmo objetivo, como estabelecer um elo de ligação sagrado entre o
homem e a natureza, invocando a Deidade, como dito sem construções humanas
somente em contato total com a natureza, intensificando o elo da Deusa Mãe e
as pessoas.
Apesar
dos druidas cultuarem como os celtas a Deusa Mãe, eles admitiam que todos os
aspectos expressos a respeito da Divindade eram ainda percepções imperfeitas
do Divino, ou seja, diversos deuses ligados às formas de expressão da
natureza, como por exemplo, eles enfatizavam igualmente o céu e o mar, assim,
todos os deuses e deusas do mundo nada mais eram do que aspectos de um só Ser
Supremo.
A
partir de sua íntima compreensão da natureza, os druidas desenvolveram uma série
de festivais, através dos quais eles compreendiam e explicavam as transformações
da natureza, tanto no mundo exterior e interior de cada ser humano. Além
disto, estes festivais tinham um significado muito profundo, onde sua celebração
correta é um processo verdadeiramente transformador e iniciático individual.
A
“Roda do Ano”, como é conhecido o conjunto desses festivais druídicos,
é composta de celebrações em datas específicas, originárias
da passagem das estações do ano.
Os
festivais ocorrem da seguinte maneira. O ano é dividido em quatro períodos,
contendo três meses cada:
SAMHAIM:
1º de novembro no Hemisfério Norte
(H.N.) e 1º de maio no Hemisfério Sul (H.S.) início do ano – inverno
– período obscuro. A mais importante das quatro festas, o giro da roda se
inicia com o festival tendo como tema a morte, pois no Hemisfério Norte é o
período onde a natureza se recolhe. E neste momento onde há reflexão através
de um mergulho no interior humano para compreender os maiores mistérios da
vida.
IMBOLC:
1º de fevereiro (H.N.) e 2 de agosto
(H.S.) - purificação.
É a celebração da primavera, associado à deusa Brighid, a Mãe Deusa,
protetora da mulher e do nascimento das crianças.
BELTAINE:
(também chamado de Beltine,
Beltain, Beal-tine, Beltan,
Bel-tien e Beltein)1º
de maio ( H.N.) e 1º de novembro( H.S.) - verão
– período luminoso. É conhecido como “fogos de Bel”, ou “fogos da
cura”, é comemorado a vitalidade e a fertilidade e muitos casamentos
ocorriam neste época. As festas eram em volta das
fogueiras com muita alegria, sensualidade e jovialidade, estas eram as
principais características destes festivais.
LUGNASADH:
(também conhecido como Lammas)
1º de agosto( H.N.) e 21 de março ( H.S.) –
festa do Sol. É o festival de Lugh, importante
deus celta, celebrado em outono, tendo como simbolismo a fartura da colheita,
das riquezas da terra e de tudo o que fazemos em nossas vidas.
Apesar
da importância atual dos solstícios e equinócios, não há registros de sua
observação pelos celtas e druidas antigos.
Tinham
em seus ensinamentos que a alma passava por três círculos sucessivos. Na
imersa na matéria, onde se originava o período mais primitivo, o da
animalidade. Depois entra no círculo das migrações que povoam os mundos das
experiências e dos sofrimentos, após muita luta, libertavam das influências
materiais, livrando-se da roda das encarnações. Em continuidade, chegava-se
no círculo dos mundos venturosos, despojados de anseios e sentimentos
terrenos. E depois encontravam
o círculo do infinito, a morada da Essência Divina.
Por
terem outra compreensão sobre a morte, os guerreiros e guerreiras druidas não
a temiam, pois enfrentavam nos campos de batalhas, sem ter algum apego pela
vida. Lutavam de peito nu e achavam covardia proteger-se com armaduras.
Enfatizavam
a lei de causa e efeito, onde cada um era livre para fazer o que quisesse,
sendo responsável pelo próprio destino, arcando com as conseqüências
segundo suas obras praticadas. E para os criminosos cruéis existia a pena de
morte, onde eram estes julgados socialmente pelos seus atos.
Os
druidas tinham a responsabilidade de passar seus conhecimentos às pessoas
aptas a entender a lei do Karma, seus ensinamentos eram via oral, não faziam
uso da escrita para transmitir seus conhecimentos, entretanto, possuíam uma
forma de escrita mágica conhecida como “ escrita
rúnica” ( sussurro, segredo), com poder de canalizar as forças mentais e
projetar a mente da pessoa a um nível ampliado de consciência, obtendo os
conhecimentos ocultos, velados e situações afastadas no espaço tempo.
Mesmo
com as perseguições da igreja romana, o druidismo não foi totalmente
eliminado, apenas oculto dos olhos dos profanos. Ele permaneceu atuando
discretamente como a Sagrada Ordem Druídica.
Brighid,
Bridget, Brigit ou Brid
Como
Brid, Ela é a Grande Deusa Mãe. Ela é uma deusa do fogo e da forja,
portanto de habilidades artísticas, especialmente o trabalho com o metal.
Como Bridget ou Brigit, Ela também representa o aspecto mãe pela fertilidade
do ventre tanto da mulher como da terra, e também a fertilidade da inspiração.
Ela também é adorada como deusa de proteção e cura e pode ser invocada em
praticamente qualquer encantamento ou mágica que envolva tais esforços..