O Controle das Emoções

por Francisco Marengo

 

 

 

O controle das emoções é a difícil luta que se acha alegoricamente representada nos Doze Trabalhos de Hércules,

mas o oráculo de Zeus ordenou-lhe que as executasse mesmo assim. Todo homem deseja que o seu Hércules pessoal triunfe e trabalhe em beneficio do seu rei (o seu Atma), cujas ordens recebe por meio do oráculo divino de sua própria consciência. Ele deve estar constantemente empenhado na batalha, pois os princípios inferiores lutam por sua sobrevivência e não se deixam conquistar facilmente. São produtos da matéria e  aferram-se à sua fonte.

 

Mas de onde vêm às emoções?

 

Os sistemas cosmológicos mais antigos expressam, por meio de alegorias, a mesma verdade fundamental de que: "no princípio" a forças elementares que trouxeram o mundo à existência. Essas forças elementares são os Devas do Oriente, os Elohim da Bíblia, Titãs dos romanos e Egrégoras do Livro de Enoch. São os agentes ativos do cosmos cuja atuação pode beneficiar ou tolher o homem, segundo as condições em que operam.

 

Podem agir inteligentemente ou ao acaso, conforme a natureza do objeto sobre o qual atuam. Não são necessariamente entidades racionais conscientes, mas podem manifestar-se por meio de organismos conscientes dotados de razão. Não são pessoas, mas personifica-se sempre que encontram expressão em formas individualizadas. Amor e ódio, inveja e beneplácito, luxúria e ganância não são pessoas, mas personificam-se em formas humanas ou animais. Uma pessoa extremamente maliciosa torna-se a própria encarnação da malícia. Se ela chegar a enxergar objetivamente o demônio, estará contemplando o reflexo da sua própria alma no espelho da mente. Os espíritos existem e estão por toda parte, mas não conseguimos percebê-los, a menos que eles primeiramente ingressem em nossa esfera astral. Alguns espíritos vampiros que ingressam em nossa esfera se alimentam de nossa bioenergia e,  se não os expelirmos, fortalecer-se-ão pela vampirização de nossa vida, do mesmo modo que os parasitas desenvolvem-se nas árvores, alimentando-se de sua substância, esses intrusos enlaçam a árvore de nossa vida com seus tentáculos e robustecem-se, enquanto nossa própria vida enfraquece.

 

Depois de enraizado na mente um pensamento cresce até manifestar-se em atos. Tendo obtido vida própria por meio da concretização desses atos, cede passagem a um futuro ocupante. As forças elementares da natureza estão em toda parte e acham-se sempre prontas a ingressar na esfera astral de nossa alma, se as portas não estiverem bem guardadas e defendidas. Para atrair um espírito malévolo oriundo de uma corrente contrária, não é preciso ir buscá-lo; basta permitir que ele se achegue. Cada vez que damos passagem a um pensamento contrário ou desarmônico chamamos um demônio e a única forma de vencê-lo é resistir à ele na sua própria fonte de origem.

 

Khonx Om Pax!
Luz em extensão!

Fraternalmente;

Francisco Marengo
Frater Magister.'.'.'
E.I.E. Caminhos da Tradição
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