
![]()
NAIRANCIA - Sistema árabe de adivinhação fundamentado nas
interpretações obtidas de certos sinais e aspectos do Sol e da Lua.
NECROMANCIA - Processo da magia negra para se obter respostas dos
cadáveres ou da cabeça de um morto, e também das almas dos falecidos, por
meio de evocações.
NIGROMANCIA - Sistema mágico de encontrar as coisas que estejam
ocultas em lugares obscuros, profundos e tenebrosos, como acontece nas cavernas,
minas, galerias subterrâneas etc. Para efetuar a operação nigromântica
invocam-se as potências infernais propícias para descobrir tesouros e riquezas
escondidos sob a terra ou em lugares ignorados, pedindo que os traga ao evocador
ou que o guie até eles. A evocação deve ser feita à noite.
OCULOMANCIA - Antigo modo de descobrir os autores de roubos e outros
crimes baseado na maneira de olhar do suspeito.
OENISTICIA - Adivinhação realizada interpretando o vôo das aves
seguindo determinadas regras.
OFIDIOMANCIA - Adivinhação por meio das serpentes, conforme a sua
maneira de rastejar.
OINOMANCIA - Adivinhação por meio do vinho, segundo a qual se
deduzem as profecias conforme os caracteres do seu sabor ao bebê-lo e outras
circunstâncias especiais. Os persas usavam muito este processo.
OLOLIGMANCIA - Adivinhação que se praticava deduzindo-se os presságios
através dos latidos dos cães. Atualmente caiu em completo desuso.
ONEIROCRICIA - Arte de interpretar os sonhos.
ONFALOMANCIA - Sistema de adivinhação por certos caracteres que o
umbigo apresenta. As antigas parteiras eram as que mais usavam esta arte
adivinhatória.
ONICOMANCIA - Adivinhação por meio das unhas.
ONOMANCIA - Adivinhação baseada no estudo dos nomes das pessoas.
OOMANCIA - Adivinhação que se praticava quebrando um ovo na água.
Conforme os desenhos formados pela clara, eram feitas as deduções e previsões.
ORNITOMANCIA - Adivinhação baseada no vôo, canto e chilrear das
aves.
OUIJA – Tabuleiro constituído de uma prancheta com o alfabeto e
outros símbolos. Usado para manter contato com os espíritos. Ouija é marca
registrada.
PALMASCOPIA - Augúrio tirado das palpitações notadas por meio da
mão em diversas partes do corpo da vítima dedicada ao sacrifício.
PEGOMANCIA - Adivinhação que se praticava nas fontes naturais de
água lançando nela algumas pedras e observando seus movimentos dentro do líquido.
PERATOSCOPIA - Adivinhação baseada no significado atribuído aos
fenômenos e coisas extraordinárias que apareciam nos ares.
PHILLORODOMANCIA - Adivinhação por meio das folhas de rosas. Os
gregos faziam estalar os círculos feitos com elas sobre o dorso ou sobre a
palma da mão, tirando deduções e interpretações do ruído que faziam. Hoje
o costume permanece, mas como uma brincadeira infantil.
PSEPHOSMANCIA - Espécie de adivinhação praticada pelos antigos
que consistia em deduzir prognósticos através das figuras formadas por algumas
pedrinhas escondidas na areia.
QUIROMANCIA - Estudo das condições morais e mentais da pessoa por
meio de análise e interpretação da estrutura, forma e aspecto da mão e suas
partes, e das linhas, pontos e outras figuras que aparecem se destacando na
palma. A reunião dos dados, trazidos por estes caracteres que se relacionam de
um modo claro e preciso com as influências e dominações astrológicas e
sideromânticas, permite formular os ditames do destino que presidem a vida do
consulente e penetrar, por conseguinte, no que lhe tenha reservado o futuro.

QUIRONOMIA - Parte da quiromancia que estuda a mão segundo seus
aspectos e sua forma para deduzir caracteres e indicações que complementam,
precisam e detalham a análise e interpretação das linhas e outros sinais
existentes na palma da mão. A mão é o membro por excelência do homem. A mão
da justiça é sinal de soberania. Beija-se a mão dos reis em sinal de submissão,
a dos padres e benfeitores em sinal de respeito, e a das mulheres em prova de
admiração. Quando alguém quer se casar, pede a mão daquele a quem ama;
levanta a mão para reafirmar a sinceridade de suas palavras, e quando reza a
Deus cruza as mãos, como se quisesse expressar com esta atitude sua debilidade
e pequenez. No Oriente se suspende uma pequena mão de metal em todos os
monumentos aos quais se quer preservar de mau-olhado. 0 trabalho manual engrossa
as mãos, a ociosidade as afina. Também se considera a mão pequena como indício
de mão de raça, e exagerando este princípio, a chamam mão aristocrática,
esquecendo que a mão dos rudes e valentes cavaleiros da Idade Média era
poderosa, forte e adequada à pesada espada que brandiam. As mãos grandes
pertencem, portanto, em geral, aos trabalhadores; entre as pessoas cultas,
denotam caráter minucioso e detalhista e indicam força física; largas e
grossas são as mãos dos glutões e dos jactanciosos; largas e delgadas as das
pessoas destras e hábeis
Desbarolles classifica à parte uma mão à qual chama de 'mão de prazer', "essencialmente voluptosa, preguiçosa mas ardente para os prazeres e apta a desfrutar todos eles. É gorducha, quase inchada; os dedos são lisos e pontiagudos, sem nós e dilatados na base da terceira falange, lugar dos prazeres materiais.
A pele é branca e compacta, com algumas pequenas concavidades; a palma é forte, carnosa; a raiz do polegar (monte de Vênus) é bastante desenvolvida. 0 polegar é geralmente muito curto. “Esta mão, que se colocou entre as mais belas, é a das pessoas aficionadas do prazer e das mulheres que se denominam filhas de mármore”. Esta última atribuição é algo arbitrária; a mão de prazer é a mão típica das mulheres; algumas têm as mãos grandes com dedos espatulados, mas são a minoria. As pequenas mãos rosadas, moles, flexíveis, com os dedos largos e afilados são as mais abundantes na França. Só as distinguimos pelas falanges, que variam segundo as aptidões e caracteres.
Mistério das mãos - Vimos a forma da mão, estudada em conjunto; vamos agora passar aos detalhes. Para isto tomaremos de preferência a mão esquerda, por ser a que está menos sujeita a se deformar com o trabalho ou exercício, e, depois de haver comprovado se é grande ou pequena, grossa ou fina, e que como tal dá uma certa avaliação do caráter do indivíduo, buscaremos a confirmação na forma dos dedos, esperando obter a certeza pela decifração das linhas traçadas nos sulcos da mão.
Sobre os dedos - Os dedos grossos e largos indicam temperamento alcoólatra ou pelo menos de glutão; pequenos e moles são os dos audazes e invejosos; pequenos e finos são os das pessoas perspicazes e engenhosas; muito unidos uns aos outros, denotam mão de adulador e cortesão; quando se movem facilmente até atrás, é sinal de lealdade e retidão; os dedos que se cerram naturalmente em garras são os das pessoas finas, cautelosas e demandistas. As unhas compridas e largas e de aparência, vermelhada anunciam bom temperamento; estreitas e pálidas indicam saúde delicada; arqueadas são sinal de inteligência; planas, de valentia e bestialidade. As mãos se classificam em três categorias: - com dedos lisos e pontiagudos - mãos com dedos lisos e terminados em espátula ou quadrados mãos com dedos nodosos e terminados pelo regular quadrado ou em espátula (as mãos com dedos nodosos e pontiagudos são raras exceções). Vamos então examinar estas diferentes formas de dedos, cada uma das quais denota um tipo moral. As mãos com dedos pontiagudos e lisos são as dos poetas e artistas. As mãos nodosas com dedos quadrados são as dos oradores, advogados, médicos, comerciantes e positivistas. As mãos com dedos espatulados e nodosos são de guerreiros, engenheiros, mecânicos, trabalhadores hábeis e gente de ação. É bom advertir que só indicamos os tipos exclusivos, e que naturalmente alguém que reúna atitudes diferentes pode oferecer um conjunto, mais ou menos delineado de sinais opostos. Sucede as vezes que os cinco dedos da mão são de forma idêntica; somente o indicador pontiagudo indica, nos banqueiros, por exemplo, o gosto pelas artes e pela poesia; o mínimo espatulado e dilatado, nos artistas, denota tristeza, melancolia e tendência ao suicídio. Em geral, os dedos grossos na base denunciam gostos materiais, o amor aos prazeres dos sentidos.
Sobre as falanges - Cada dedo consta de três falanges. As do polegar têm importante significação. A primeira, que forma a base, é a da paixão; quanto mais desenvolvida for, mais estará a pessoa dominada pelo amor sensual. A segunda é a do raciocínio e da lógica, e quanto maior mais indicativa. Enfim, a primeira (que se considera a terceira em quiromancia, pois os dedos partem da mão), que é dita a falange armada de unha, é a da vontade. Quem possui esta falange comprida e a segunda curta, possui mais vontade que raciocínio e lógica, e vice-versa. Nos outros dedos as falanges compridas na raiz indicam que as qualidades do coração são mais desenvolvidas que as da convicção; as baseadas no raciocínio, tais como a ordem, a economia, a honradez, se traduzem pela segunda falange mais comprida que as outras; a falange da unha, grande, indica qualidades de engenho e inteligência.
Sobre os nós e uniões dos dedos - Passemos agora aos nos que existem nas uniões dos dedos. 0 nó que se coloca no nascimento do dedo se chama nó do coração; o do meio do dedo, nó da cabeça, e o mais próximo da unha, nó da inteligência; o polegar só tem dois nós, o nó do raciocínio e o nó da força, este mais próximo da unha. 0 nó do coração bem aparente e saliente indica caráter inclinado a obedecer a suas paixões e a se deixar dominar por elas; são pessoas prontas a entusiasmar-se e a se sacrificar por um partido. Este nó denota irreflexão, ardor correto e temperamento fogoso. É seguramente a mão dos regalados, dos jogadores, dos bêbados e dos glutões, onde se encontra habitualmente o desenvolvimento excessivo deste nó. 0 nó da cabeça é quase seguramente encontrado nas pessoas aficionadas a cifras e cálculos; como sinal característico indica as virtudes da ordem, da previsão, mas ao mesmo tempo os defeitos inerentes a estas qualidades, isto é, avareza, egoísmo, insensibilidade etc. 0 excesso do nó, mostrando o exagero do sentimento de economia, por exemplo, a parcimônia e a avareza. 0 nó da inteligência existe habitualmente no dedo das pessoas que se dedicam a lutar; os advogados; entre os artistas, os atores; muitos médicos; os filósofos os retóricos, os argumentadores, as pessoas de ideais de independência e liberdade excessivas. Com os nós da inteligência e da cabeça reunidos sobressairá a ordem simétrica, a pontualidade, mas como qualidade reconhecida, tendência do lógico, baseando todos os seus atos na ciência e na razão. Os dedos sem nó são indícios de caráter oposto, isto é, que agem sempre por inspiração.
Terminemos este estudo dos dedos
por esta passagem do capitão D'Arpentigny, que dedicou toda a sua vida ao
estudo da mão. "A confiança que têm em si mesmo os homens de dedos
espatulados é extrema; a abundância é seu objetivo. Possuem instinto e um
sentimento positivo da vida no mais alto grau; e reinam, pela inteligência que
têm, no mundo das coisas e interesses materiais. Aficionados ao trabalho
manual, à ação, dotados por conseguinte de sentidos mais ativos que
delicados; a constância no amor lhes é mais fácil que aos corações
inclinados à poesia, nos quais; influi, mais que o dever e o costume, a
juventude e a beleza." Enfim, acrescenta Desbarolles: "Os de dedos
pontiagudos não serão ordenados. Os de dedos quadrados amarão o espetáculo
da ordem, porém não terão ordem; concordarão com a aparência mas não
quererão olhar dentro de seus próprios armários. Os de dedos espatulados
contrairão um compromisso entre a ordem e o espetáculo da ordem; concordarão
as vezes por amor ou necessidade de movimento". Esta genialidade humorística
é algo exagerada, mas explica perfeitamente o significado da mão (
RABDOMANCIA - Adivinhação por meio da varinha de adivinhação.
RHAPCODOMANCIA - Adivinhação que se praticava, abrindo casualmente
um livro de poesia e tomando as primeiras palavras vistas pelo consultante como
sendo a resposta para suas perguntas. Geralmente usavam-se nesta adivinhação
as obras de Homero e de Virgílio.
SCIAMANCIA
- Sistema divinatório baseado na evocação das sombras dos mortos.
Diferencia-se da necromância e da psicomancia pelo fato de que não é a alma
ou corpo do defunto que dá as respostas, mas uma sombra ou simulacro do
falecido.
SIDEROMANCIA
- Conjunto de conhecimentos que englobam o estudo dos corpos celestes, seus
movimentos e posições em relação à Terra, e do influxo que possam exercer
sobre as pessoas e coisas terrestres. A sideromancia estuda o céu, como os
caldeus e os egípcios o estudaram, de um modo integral, que compreende o
aspecto astronômico e astrológico. Nos tempos remotos da civilização caldéia
e das iniciações druídicas, astronomia e astrologia eram uma só coisa, tendo
como base idêntica o estudo das verdades físicas e matemáticas; mas a
astronomia de então não só estudava aquilo que chamamos de aspecto puramente
científico, como também procurava suas relações com a vida universal e sua
influência nos problemas da existência orgânica. E condicionando o saber no
segredo dos colégios iniciáticos, somente saía fora deles a parte puramente
astronômica, ficando escondida no mistério daquelas escolas sacerdotais toda a
parte concernente aos estudos de predição metereológica do tempo e à
astrologia.
SPODOMANCIA
- Sistema divinatório que se praticava na Antigüidade por meio de cinzas
procedentes das fogueiras dos sacrifícios.
TEOMANCIA - Parte da cabala que estuda os mistérios da divindade e
os contidos nos nomes sagrados. Supõe-se que o seu conhecimento seja de tanta
importância que os rabinos dizem que Moisés fez todas aquelas maravilhas graças
ao seu profundo conhecimento da teomancia.
XILOMANCIA
- Sistema divinatório que usava pedaços de madeira para fazer as previsões.
Está em completo desuso.